Conselhos Poéticos
Conselhos Poéticos
Não jogue pontas de cigarro
nas margens das estradas
(nem faça estradas no meu peito
com cigarro aceso:
vai que me caia a brasa
e eu perca os freios);
Não acenda fogueiras perto das matas
mas faça amor na orla das fogueiras
(não se distraia — uma fagulha, basta);
Não atravesse as ruas fora da faixa
(nem pise na contramão da vontade quando
nua clareira: eu e você sem pílula,
camisinha ou autorização);
Não jogue lixo na via pública
nem na vala comum ou valo divisório
(mas faça ecologia explícita, meu bem,
mantendo a via de mão dupla nesse vai-e-vem);
Não corte as árvores das nascentes
e margens de lagos, córregos e rios – matas ciliares
(sem omitir, é claro, toda a paixão
que por ventura o/a cega
descer o monte
fazer a corte,
buscar o corte
por entre outras
matas ciliares).
Escrito por Luiz Paulo Santana às 13h37
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